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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo

Como a maioria das novidades,2009 resolveu ir embora quando começamos a nos acostumar com ele.
E,então,mais uma vez rabiscamos projetos em nossas próprias mentes e nos prometemos fazer "n" coisas que,às vezes,ficam só na promessa.Em 2010 eu espero sentir menos raiva.Eu quero viver mais vezes a sensação da água fria relaxando os músculos dos meus pés,eu quero viver algo natural,espontâneo.Mais dores e menos paracetamol.Eu quero coragem e amadurecimento,mais filosofia e menos best sellers. Mais fantasias e menos pés no chão.Eu quero que a vida perceba que eu estou com os braços mais abertos que eu posso.A ansiedade cedeu lugar para a expectativa,e eu nunca me senti tão otimista.Eu espero que todos os nosso projetos (os meus e os seus,caro leitor) literárarios e/ou não,sejam realizados,encaminhados.
Eu tenho um bom pressentimento em relação a 2010,vai ser um ano de novidades,e o fato do meu horóscopo dizer que vai ser um bom ano,não conta (muito).2010 vai ser incrível porque vou fazê-lo ser. Então,caríssimo leitor,que 2010 seja MARAVILHOSO e que cada uma das suas conquistas seja merecida.Que a inspiração permeie o nosso ano.



FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!!!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Dos tempos primitivos

Ele entrou na vida dela de repente,não mais que de repente.Com uma importância miúda e muitos sorrisos.Tornou-se presente e isso nunca fora tão ambíguo.
Viver sem ele,sem pensar nele não tinha graça.As gargalhadas baixas dele a divertiam muito mais do que as piadas clichês de uma comédia ruim.Tê-lo em sua vida era bom demais,normal demais.Conversar com ele era tão natural que parecia uma função orgânica.
Mas de repente surge algo inesperado,alguém com um humor tímido,que passou na vida dele e revirou tudo,num raio de longos cabelos. É,ela duramente percebeu que nem tudo nessa vida é recíproco.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Quiet,recolhida.

É estranho escrever poesia delicada
Rica,rendada e floreado com esmero.
Quando estou fria e retalhada
Por feridas construídas com esplendor.

A amargura é forte,como café escuro
Concentrado,sem açúcar
E com muito creme a lhe disfarçar a aparência.
Eu queria e meus sentimentos ficassem dormentes e parassem de palpitar,

O esmalte carmim se desfaz nas minhas unhas,
Mas meus sentimentos enjeitados passam a cravar rugas
No meu rosto que acaba de se livrar das espinhas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Essa trovoada ruidosa
Que,por instantes,transforma tudo em dia
Quase leva com sua sombra nervosa
A minha alegria.

Venta demais e a terra se espalha,
Está frio e fresco e essa brisa nada suave
Leva as inquietações da minha alma,

Eu me sinto delicada,porém,também
Tosca e falha.
?
Será que falta algo?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Âmbar

O perfume do jasmim
Preenche as minhas manhãs.
Doce e enjoativo,
Como um sonho bom.

Essa mania intrigante
De transformar em poesia
Tudo que tem vida,
Faz-me prolixa.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Doce ironia.

Porque dar profundidade ao superficial?
Porque se preocupar com o que faz a diferença?
Vocês são muito parecidos,não iguais.
Talvez o igual seja ser diferente.
Já não sei mais por onde começar.

Tudo não passou de uma doce ironia,
A alegria que durou menos que devia
Não sei porque sinto tando a sua falta,
Mas a saudade me consome.

Foi como um conto de fadas
Regido por bruxas más
E um princepezinho indeciso.



Obs:Perdoem-me por estes posts menos sérios ultimamente,é apenas uma fase que há de passar.Este texto foi escrito dia 24 de maio de 2007 e eu resolvi postá-lo por estar me sentido quase deste modo novamente.

sábado, 24 de outubro de 2009

Eu ainda aguardo o momento
Em que absorverei o brilho daqueles olhos nos meus.
Ha! O doce brilho das minhas noites insones.
É estranho,bizarro,a diversão que me propicia
Quando não sabe usar os pronomes.
Eu gosto desse jeito delicadamente bruto
E meigo,da franqueza,do sorriso aberto
Do olhar sincero.
Eu gosto de como ele faz as coisas com esmero.
Ele sabe me tirar do caos emocional.


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Nem todas as perguntas sobre esse texto serão respondidas.

Dor.

Eu não sabia que uma simples notícia poderia causar uma dor tão intensa.Sem aviso ou ruídos. Sem lágrimas a serem derramadas,sem as minhas pupilas dilatarem de espanto.
A dor se espalha como o frio que,começa dos meus pés e gela até a minha alma rala e superficial.A minha pseudoesperança piora as coisas e os sentimentos que eu teimo em guardar talvez provem a minha incapacidade de,de fato,amar alguém.
Meus sentimentos estão caindo por terra.



"O Mundo é um Moinho

Ainda é cedo amor.
Mal começaste a conhecer a vida.
Já anuncias a hora da partida.
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar.
Presta atenção querida, embora eu saiba que estás resolvida.
Em cada esquina cai um pouco a tua vida.
Em pouco tempo não serás mais o que és.
Ouça-me bem amor.
Preste atenção, o mundo é um moinho.
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos.
Vai reduzir as ilusões a pó.
Preste atenção querida.
Em cada amor tu herdarás só o cinismo.
Quando notares estás à beira do abismo.
Abismo que cavastes com teus pés. "

sábado, 10 de outubro de 2009

Mudos por opção

Para que tantos pronomes e sujeitos,
Se não é preciso saber
Análise sintática pra falar e reclamar
Impostos aumentam,corruptos têm direitos
E quem é pobre só se fode!
Parece que somos mudos,mudos por opção.


Ninguém vai fazer nada,até ser afetado
Pelo problema que anda
Debaixo do próprio nariz. (refrão)
E,depois vai se sentir revoltado
Porque teve o carro roubado
Pela massa que oprimiu

O velocímetro aponta para um número maior,
A contagem está regredindo
A Terra está aquecendo
Estamos cavando o nosso túmulo,
Construindo o próprio fim.


(refrão)

Faça o que quiser,
Alimente-se da própria autólise
Isso não é redundante,quando cavamos
O próprio fim.

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Esse texto data de 23 de maio do ano de 2007. E foi mais um dos projetos de música que eu tive aos 14 anos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Toque de Ira.

As unhas descascadas,os músculos esgaçados.
As pálpebras insones,os olhos fechados.
Mãos trêmulas,o barulho
Da chave caindo no chão.

Lágrimas escorrem,
Palpita o coração.

A água está no final,
E a aula também.
Estou de saco cheio de tentar ser alguém.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Doce Deleite.

A menina saiu da escola mais cedo.O vento frio e cortante a obrigou enrolar os cabelos,fechar o casaco e colocar o capuz.Segurando a mochila firmemente,começou a caminhar como se pudesse ser derrubada por um sopro mais forte de vento.
Logo chegou a casa dos seus avós,sentido-se,pela primeira vez no dia,satisfeita.A visita durou pouco mais que duas horas e,a essa altura,o vento ameaçador tornou-se uma chuva fria e perigosamente contínua.Tremendo de frio,ela saiu,da varanda para rua.Atravessou-a rapidamente e foi aconchegar-se em algum canto obscuro do ponto de ônibus,onde alguns ilustres desconhecidos falavam sobre a demora do ônibus para o centro da cidade.
E,de fato,o ônibus estava demorando.Durante sua espera,clarões várias vezes cortaram o céu.Ela estava se divertindo com a chuva que batia no asfalto,até que um ônibus veloz fez com que aquela água que formava poças voasse em direção as suas pernas e pés.Irritada,soltou um alto e sonoro palavrão.As pessoas no ponto disfarçaram as risadas com tossezinhas secas.Logo depois,seu ônibus chegou.
Passou pela roleta com agilidade e sentou-se em um banco que tinha ambos os lugares vagos.Havia uma bela menininha com a mãe alguns lugares a frente,e ela deleitou-se ao observar as travessuras da pequena.O engarrafamento,no entanto,quase lhe tirou o prazer da viagem.Suas narinas entupidas protestavam por estarem expostas ao frio e,aos poucos,ficavam mais congestionadas,se é que isso era possível.
Isso não significou nada quando lembrou-se dos quadradinhos de doce-de-leite que trazia na mochila.Mordiscou um com vontade e,logo após,não tinha boca,mas também olhos mais doces.Observou as árvores e as luzes da cidade com encantamento.E,quando o trânsito voltou a fluir,ela decidiu parar de indagar a razão pela qual o motorista abria e fechava a porta sem cessar.Nada mais importava,havia chegado ao seu destino.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sobre armas,crianças e o medo da violência.

Hoje,vi carros de polícia de um lado para o outro várias e várias vezes e,pelo menos,duas blitzes.Estava no carro,voltando para casa,quando fiz o seguinte comentário com o meu pai:"Nossa,a polícia está ouriçadinha hoje" e ele respondeu:"Ouriçada não,trabalhando".
O fato é que,tanto eu ouvi que acabei perdendo a confiança naqueles que,supostamente deveriam proteger a sociedade.É complicado saber em quem confiar e,mesmo assim,eu sinto uma empatia enorme por esses policiais,que não tem condições nenhuma de trabalho,são expostos constantemente e são desacreditados pela sociedade(ok,confesso,eu não confio neles).
Isso me lembra a aula de química que tive hoje,onde o meu professor,militar,falou sobre o alcance de algumas armas,o estrago que elas fazem, e oque os "bandidos" fazem para aumentar a sua potência de devastação.Ah,agora você deve estar se perguntando o porque de "bandidos" estar escrito assim,entre aspas.Bem,eu não consigo acreditar que alguém possa ser essencialmente mal ou que o homem seja produto do meio.O homem é produto da necessidade e a marginalidade(ou o termo que você preferir)é a marca da ausência do estado.
Acreditar que uma criança de 10,11 anos,que trabalha dentro de uma comunidade para o tráfico de drogas é má,me parece uma "forçassão de barra" das piores.Essas crianças que "trabalham" em troca de cestas básicas e que,depois vão der os guris estampando os jornais,acabam virando estatística e nós,sejamos classe média ou neopobres temos medo disso,de infâncias roubadas,que somadas a falta de oportunidade resultam em assaltos,tiros e outras vidas desperdiçadas.
Eu sinto uma pena profunda desses que são invisíveis,mas acabo sentindo uma raiva muito intensa de mim,que poderia doar algum do me tempo livre para tentar mudar isso.Ah,já sei,você está pensando que ninguém muda a realidade sozinho,mas alguém precisa começar,não é mesmo?

sábado, 19 de setembro de 2009

Femme Fatale.

Olhos ressaltados,unhas escarlates.
Ela não é nada,uma femme fatale.
Andar cadenciado,o sorriso leve
Quase enojado.

A fala é firme,a voz baixa.
Ela te faz sentir um pedaço de nada.
Brilhante e de sabor amargo,
Ela não foi feita para estar ao seu lado.

Acalme-se,guarde o seu desabafo.
Ela te usou como um guadarnapo.



"Here she comes, you better watch your step
She's going to break your heart in two, it's true
It's not hard to realize
Just look into her false colored eyes
She builds you up to just put you down, what a clown"- Femme Fatale;Velvet Underground.

domingo, 13 de setembro de 2009

Cansei.

Cansei da escola,das pessoas,dos meus pais.
Minha paciência foi vencida há tempo demais.
Cansei de viver uma vida que não é minha,
Cansei de ser por isso ferida.
Cansei de viver como uma menina.
Eu quero ir para longe,caminhar com os meus pés.


"She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love" Fake Plastic Trees - Radiohead

domingo, 6 de setembro de 2009

Sobre as férias.

Eu anseio pelo fim dessa rotina alucinante.Tenho maquinado,planejado,imaginado cada pedaço das minhas férias.A minha vontade de passar semanas afastada de tudo,lendo compulsivamente,escrevendo,divagando e passeando a esmo pela praia.
Eu quero recolhimento,sossego. Eu quero um lugar que consiga ser ainda mais sossegado que o lugar onde eu moro.Aproveitar o silêncio nunca me pareceu tão tentador.Preciso me sentir de fato feliz,me livrar da angústia que me foi imposta.Eu quero sanar as minhas dúvidas,me sentir livre e cometer loucuras.
Ah!Como eu gostaria de ter a sensibilidade necessária para admirar de fato não só as manifestações da natureza como as manifestações humanas.Mas,essa casca eu inventei não permite muita sensibilidade ou delicadeza,apenas gentileza.

Criança disfarça.

Em um lugar quase distante,uma criança,uma vez,decidiu aprontar uma pequena travessura,ela se travestiria de mulher e viveria como adulta.Sem hesitar ela começou a arrumar os cabelos de um jeito diferente,à frequentar manicures e vestir a roupa da moda.
Suas tensões infantis sumiram,não lhe importava mais o desenho da tv ou brincar com seu cachorro,ela agora lia livros de filosofia,debatia a ética cristã e o estatuto da criança e do adolescente.
E ela foi crescendo séria,fechada.Reservada,truncada por dentro.Sentindo que havia perdido algo sem saber oquê.Tudo o que ela sabia era que estava perdida.
Mais e mais responsabilidade era colocada sobre suas costas com resquícios infantis.Ela,no entanto, cresceu rápido demais e,o que antes era disfarce começou a entranhar na sua pele,se misturando com a essência.
Logo ela se tornou a jovem madura e sensata.No entanto,toda essa sensatez berrava-lhe o fato de que ela era apenas uma criança muito bem disfarçada.
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P.s:Agradeço ao Black pela conversa que me fez ter a ideia para escrever.

domingo, 30 de agosto de 2009

É só mais uma resposta para todas as perguntas,
É só mais uma forma de assumirmos nossa culpa.
Quem pediu a vida?
E quem foi inteligente o suficiente para recusá-la?

Até parece que você vai terminar com o que ganhou.
Corte seus pulsos,beba arsênico
Sente em um punhal
E descubra uma nova frustração.

A tristeza te consome porque você náo olhou para os lados
Para perceber o quanto está bem.
Mas não se preocupe,você ainda vai receber a própria punição.

Em um mundo onde não há deuses,
Onde acredita-se no ser humanos,
Onde a necessidade é psicológica,
Onde tudo afeta mais a você do que a mim.

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Obs: Esse texto já tem dois anos e hoje,mesmo para mim,ele faz pouco (ou nenhum) sentido.

sábado, 22 de agosto de 2009

Cora

A Cora era diferente. Enquanto alguns passam a vida enterrados na mediocridade,ela se destacava.Não por ser uma aluna acima da média ou por ter algum talento artístico.Mas por ter uma visão de mundo singular.
Seus atributos físicos eram essencialmente comuns.Aquele par de olhos castanhos tinha brilho,vida e vivacidade incomuns.Não era por sua alegria que Cora chamava atenção,mas pela simplicidade,pela obviedade com que enxergava os fatos e situações.
Ninguém,jamais seria mais etérea.Era como se ela vivesse na era de aquário. Ela gostava de catar conchas,de passar horas e horas na praia,divagando e caminhando sem direção ou sentido.Sentir o vento bagunçando seus cabelos era tão incrível quanto sentir o calor,o fogo do sol fazendo cócegas em sua pele.
Cora adora conchas que se completavam. Antes,ela distribuía suas metades,hoje,guarda-as inteiras para si.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Violada.

Eu me senti violada.
Isolada,perdida.
Invadida e sequer consultada.

A reação foi automática,
Instintiva.
Estranha e invasiva.

Mais uma vez desnorteada,
De novo um pedaço de nada.
O gosto quente fez casa onde eu não queria.

Não tive voz e não escolhi.

domingo, 16 de agosto de 2009

Made in Paraguai

Meu príncipe encantado caiu do cavalo e está em coma,
Porque veio importado do Paraguai.
Em um conto de fadas pra meninas modernas....
Ih,eu esqueci,meninas não esperam mais o príncipe encantado.

Principezinhos bossais,com mentes banais,
Esperam salvar a princesa do dragão
Quando deveriam salvá-las
De escutar as merdas que eles falam

Num lugar não muito longe daqui,
Uma princesa transformou em lixo nuclear
Mais um príncipe made in Paraguai.

Ele era uma panela cheia de hormônios,
Com cara de nerd e menino tímido
Olhos doces e compreensivos...

Mas ele era só mais uma made in Paraguai,
Igual a ele se vê todo dia
São muitos na prateleira.

A menina travessa de sorriso enviesado
Transformou em lixo nuclear
Mais um príncipe made in Paraguai.


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Esse texto foi escrito há 2 anos ,ou seja,eu tinha 14 anos. Foi uma das minhas várias tentativas fracassadas de fazer música.

sábado, 15 de agosto de 2009

Em um sinal da Fróes.

Os olhos vidrados,sem emoção
Os lábios brancos,não há compaixão.
Maltrapilho e em farrapos,
À margem do sistema,
O cheiro forte é mais um constituinte de seu floema.

Não há pena ou solidariedade,
Ele é apenas mais uma parte obscura da verdade.
O que fazer já que ele não afeta o meu umbigo?
Ele não é nada,nem mesmo um amigo.

domingo, 9 de agosto de 2009

Consciência Política.

É deprimente e intolerável o que está acontecendo no Senado.Apesar desse tipo de escândalo ser corriqueiro( é só assistir a Tv Justiça ou Tv Senado em um dia aleatório) daqui a alguns meses muitos já terão esquecido o que lá aconteceu.
Isso é preocupante porque daqui a pouco mais de um ano teremos novas eleições e,vejam que absurdo, eu nem sei se votarei para senador (uma vez que o mandato de um senador é de 8anos).Vai ser a primeira vez que votarei,fiz 16 anos no fim do ano passado e tirarei o meu título ainda esse ano.
Não acho que seja idealista demais querer mudar a política do país,também não penso que isso seja impossível.Talvez nossos netos vivam a mudança, ou talvez seja tarde demais para nós mudarmos e isso fique a encargo de nossos filhos. Esse ano,me despeço do ensino médio com planos de,na faculdade,entrar para algum movimento estudantil.
Isso,no entanto,não me parece suficiente.Não há mais grêmios na maioria das escolas,e quando estes existem, não tem uma função prática.Negligenciamos o nosso poder de transformar e calamos a nossa voz.Não nego que seja cansativo ser de fato um cidadão,pesquisar e acompanhar aqueles que receberam ou receberão os nossos votos.
Pensando nisso,se vocês repararem, adicionei ao blog um banner do Transparência Brasil , lá vocês podem encontrar o histórico de cada senador,vereador e dos deputados em exercício,o que é útil não apenas para decidir quem terá a honra de ser votado como para ter certeza de que,nas próximas eleições, a escória dos coroneis será, de uma vez por todas, excluída das Câmaras e do Senado.
Vamos parar de reclamar e fazer alguma coisa!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Toda essa simpatia me é desconhecida,essa cordialidade,esses sorrisos imensos.O bem-estar no qual fico imersa quando saio,entro em contato com outras pessoas é enorme,intenso.
Há muito tempo não me sentia tão...bem?!Não sei se seria essa a palavra,mas acho que nem estou tão interessada nisso.O que eu quero?Não sei. Tudo aparentemente está tão bem.Minhas férias têm sido boas,muito boas.Tenho sentido algo próximo da felicidade,acho que deve ser satisfação.


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Obs: Perdoem a confusão e a falta de sentido do texto,deve ser reflexo da minha pseudo confusão mental.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fotografia.

A sensibilidade da fotografia,o rapto da agonia,alegria ou harmonia presente nos olhos daqueles que tiveram seus momentos gravados,enclausurados,transformados em imagens.
Imagens de um pedaço da vida,que para alguns não passa de fotografia.Um hobbie incrível e belo,algumas de ar austero outras,às paredes vão embelezar.

Ontem.

Ontem foi um dia legal.Não só porque saí com pessoas legais e diferentes ou porque vi coisas novas e conheci lugaras,mas porque me inspirou de muitas formas.
Os vitrais,as fotos,as exposições... tudo foi incrível e mesmo cansada,ainda sem dormir, colhendo os frutos do cansaço, não pude me refrear e adiar o momento em que escreveria aqui.
Mais e mais encontros viram,e eu sei que vou ficar cada vez mais encantada com o Grupo Cultural Lápis Autônomos

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pré-adolescente mode on.

Eu não sei porque eu vou postar esse texto aqui já que eu evito divulgar os escritos recentes que me fazem sentir como uma maldita pré-adolescente.Mas já que eu poderia escrever uma enciclopédia com as coisas que eu não sei,aqui está:



Eu nunca tinha encontrado alguém tão suicida, alguém que tivesse a capacidade de despertar minhas profundas tendências homicidas. Ah, cuidar da própria vida deveria ser mais interessante que encher o ar com essas estúpidas risadas maçantes.
Uma cobra mal disfarçada preparando o bote e ninguém percebe. Está tudo tão claro.Vadia. Isso não vai dar nem um pouco certo, acredite. Eu vou te impedir,vou te destruir. Quando eu provar que não sou tão boba, quando eu brincar com a insanidade e abraçar a loucura,você me dará crédito. Você não me conhece e teu instinto te adverte.Não brinque comigo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

La Mort.

Dentre as poucas coisas que eu de fato acredito nesta vida(ou sobre a vida) está a reencarnação,ou a possibilidade de se estar com quem fez parte da vida.Eu não consigo encarar a morte como um adeus definitivo,mas como um "até logo" não tão breve.E isso causa a alguns estranheza.
Eu acabo de perder uma pessoa muito querida,alguém que teve uma vida longa e quase plena. Eu gostava muito da minha tia bisavó,pelo menos mais do que alguns acham. Ela era uma pessoa doce, delicada e muito frágil.Eu amava seu jeito meigo apesar de conhecê-la pouco.Afinal, o que são 16 anos dentro de 95?
As últimas semanas foram de agonia,não dela,mas nossa.Nós sabíamos que ela iria, só não sabíamos quando.Ela manteve a lucidez durante todo o tempo, com calma,alegria e paciência- sim, ela sabia tanto quanto nós. No fim, a rotina sufocante minou e tornou escassa a nossa convivência. E eu não tive tempo para me despedir.
Mas um dia,ah, um dia, vou poder abraçar a minha tia e àqueles que me fazem sentir saudade.


Pelo menos é nisso que eu quero acreditar.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Yesterday, when I was young.


O tempo estava incomumente bom para meados do inverno.Foi tão legal sentir o sol esquentando meu rosto enquanto o vento desarrumava os meus cabelos embolados.
Há tempos eu não deitava na grama.E eu ainda sinto aquela felicidade simples por ter conseguido aproveitar aquele momento de silêncio quase absoluto, com o sino dos ventos ao fundo.Esse momentos são tão raros quanto calor no inverno. Eu gosto muito de sol e calor,amo estar na praia com o sol esturricante.Mas não posso dizer que não gosto do inverno,tremer de frio é legal.Ouvir pessoas dizendo o quanto minhas mãos ficam geladas também.O inverno tem sua graça, principalmente porque me faz enxergar a magia dos dias ensolarados, tornando-os os meus preferidos.





Feeling Good

Birds flying high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Reeds drifting on by you know how I feel
Its a new dawn it's a new day its a new life for me
And I'm feeling good

Fish in the sea you know how I feel
River running free you know how I feel
Blossom in the trees you know how I feel
It's a new dawn its a new day it's a new life for me
And I'm feeling good

Dragon flies all out in the sun
You know what I mean, don't you know
Butterflies are all having fun
You know what I mean
Sleep in peace
When the day is done
And this old world is new world and a bold world for me

Stars when you shine you know how I feel
Scent of the pine you know how I feel
Yeah freedom is my life
And you know how I feel
Its a new dawn its a new day its a new life for me
And I'm feeling good

Ooooh
(Feeling good)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia dos amigos.

É incrível,pela primeira vez desde a minha pré-adolescência eu não preparei nada,não escrevi nada para o dia dos amigos.Talvez me faltem palavras.Ora, o tempo não me tornou mais hábil ou criou palavras plenas o suficiente para que eu pudesse descrever os meus amigos.
Eu,tão desapegada,não sou nada, não seria nada, se não tivesse meus amigos. E aí, eu poderia fazer todas as comparações clichês,poderia dizer que sem eles não vivo. Mas isso não é verdade. Eu posso viver sem eles,mas seria uma vida cinza,sem graça,sem o glamour que o blasé teria. Seria o inverno sem esportes radicais,seria um deserto sem oásis.
Eles não apenas dão o tom, a graça da minha vida.Eles são a motivação para continuar,para encarar uma situação ruim e perceber que dali a 2,3 anos vamos rir horrores daquilo.Posso me lembrar deles com personagens de livros, olhando o meu pulso ou quando faço torta de limão. Ou ainda quando assisto ao DVD da minha banda favorita. E sempre há a música. E o que seria da minha vida sem a música?Ela é a minha conexão com muitos dos meus amigos.Mais: ela serviu de contato para alguém que hoje eu acho que se inclui nessa categoria, de meu amigo. Que importa se nós nos falamos mais pelo msn que pessoalmente? E há ainda a surpresa mais maravilhosa que o acaso já preparou, uma sexta-feira que tinha tudo para ser incrível,mas que ganhouum brilho especial graças à elas.
Até o hamburguer salgado do fast food capitalista tem graça quando você está com uma amiga. E há os eternos amigos de infância, tanto os diariamente próximos quanto aqueles que a globalização deixa mais próximos.Tem também a minha sumida preferida, a gargalhada que me diverte, a amizade que está indo completar a primeira (de muitas) décadas. Ah, e como esquecer da musicista excepcional ou da menina sensível e visionária que escreve incrivelmente bem?
Tem um que usa de apelidos tão complicados que eu não sei digitar, para que complicar um nome tão bonito? Adoro colocar as pessoas em xeque. E além de tudo isso eu preciso confessar, a galera de biomédica é Demais( estão vendo, esse "D" é uma piada interna, e só vai ter graça se alguém específico entender). E é claro, tem meu irmão mais novo mais velho que eu...
E ainda há a galera distante,e alguns até se enquadram nessa categoria mas eu me refiro há duas pessoas bem específicas.E claro, tem aquelas que eu deixo para o final porque não sei como começar.Meigas em sentidos totalmente diferentes.Em controlo para não ficar horas com uma delas ao telefone. Ah, se saudade matasse...


"You're so fucking special"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Medo da gripe.

Uma escola em minha cidade antecipou as férias por causa de um caso de gripe suína.Agora, acabo de ler no site da prefeitura que as férias da rede municipal também foram antecipadas e o projeto realizado por eles durante as férias suspenso.
Essa coisa toda de gripe tem me preocupado.Pelo menos 80% das pessoas que eu conheço está gripada ou saindo de uma gripe(inclusive eu);e aí eu me pergunto se isso é apenas uma gripe comum.Ter que confiar em um médico é muito complicado.Ao que parece,a epidemia de gripe está muito mais complicada do que está sendo veiculado.Não acredito que o controle esteja sendo tão eficiente quanto parece. Com um pouco de sorte(e muita competência) seremos os primeiros a isolar o vírus.Mas isso continua me preocupando como cidadã.
Se isso chegar mais próximo do que foi a gripe espanhola, como vão ficar os verdadeiramente pobres? Como ficaram durante a epidemia de varíola na administração de Pereira Passos,sem informação nenhuma e sem direito de escolha entre vacinar-se e não.Há lugares aqui no estado do Rio que são,no mínimo,deploráveis.E se por acaso o meu calendário escolar sofrer mudanças por causa dessa gripe A? O vestibular não está distante...
Tenho medo de ficar doente. Ok,não tenho. Tenho medo de lutar,me esforçar em vão.Medo de acabar morrendo de gripe depois de ter lutado o que estou lutando para ser aluna de uma instituição federal no ano que vem. Porque se o pior acontecer,não vai haver um médico piedoso a me dar a imortalidade.

domingo, 5 de julho de 2009

No caminho


Eu estava em um dos lugares mais belos e "perigosos" da minha cidade.A noite fria e estrelada era acariciada pela brisa do mar.Sabe aquele caminho todo branco onde ficam os apaixonados?Foi ali.Alguém especial estava comigo, alguém que há muito eu luto para não amar como Psique amou Eros.
As minhas mãos gélidas sentiam os músculos dele se contraírem sob a frieza do toque,nada interrompia nossas gargalhadas, assim como nada aconteceu.Até a chegada daquela figura encardida.Era mais um dos "hippies" que perambulam pelo centro da minha querida cidade natal.Ele tinha nas mãos alguns fios de cobre e um alicate.
-Posso fazer uma arte?
-Pode.
Habilmente ele começou a retorcer os fios,com a ajuda do alicate, em fração de segundos, o fio de cobre era um anel que trazia uma estrela.Ok, confesso que agora,enquanto escrevo,também vejo um botão de rosa no centro da estrela que está em meu anelar.
Mas nada disso importa.O que me deixa feliz foi ter ouvido oque o ilustre desconhecido me disse ao entregar o anel.A beleza e simplicidade de suas palavras, a sensibilidade com que ele parece enxergar o mundo. Um artista marginalizado em todos os sentidos.
Não vou citar um filósofo ou escritor que goste.Não vou contar como o "alguém especial" me desapontou. Mas vou evocar as palavras de alguém que não mais verei.
" Que a sua estrela brilhe sempre! Trazendo felicidade a você e sua família." Queria eu saber como fazer essa citação com a mesma intensidade com a qual ela foi proferida.

P.S.: Isso aconteceu dia 29 de junho. No Caminho Niemyer, Niterói,Rj.

sábado, 27 de junho de 2009

A weird.

Eu não consigo exibir com tanta facilidade assim esse sorriso contente.Eu não tenho essa multipolaridade permanente.Eu me estresso com esse perfeccionismo repetitivo, eu me irrito com as minhas expressões desgastadas. Eu me sinto extremamente só, como se meu id estivesse levando a melhor.
Essa angústia melancólica me parece tão estranha que eu acabo esbarrando nas minhas tendências auto-destrutivas.Nunca minha emoção esteve tão a flor da pele, as lágrimas prontas para brotar à qualquer ínfimo e estúpido sinal.
Essas emoções são tão estranhas que parecem fazer parte de uma orgia sentimental.Sou uma estranha para mim, sou alguém que tem andado isolada, alguém que repetitivamente tem se achado um pedaço de nada.
E eu acabo de confundir um cubo com um cilindro.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Born to be wild.

Eu me sinto completamente vazia.Neste momento estou solitária, irritada e perdida.Me sinto deixada de lado, sinto como se carregasse mais peso que um cavalo.
Está ficando difícil aguentar, meus limites estão sendo testados ao extremo.Quando eu percebo isso eu,tremo.
Eu odeio ouvir essas risadas, eu odeio olhar essas caras de babacas. Eu odeio essas brincadeirinhas infantis, pior, odeio que eles falem como se conhecessem a mim. Odeio,odeio isso! É como se eu estivesse presa em um sonho bizarro. Ultimamente vigília e sonhos têm se confundido.

domingo, 14 de junho de 2009

O som do coração.

Músculo oco,estriado,cardíaco. Bate em movimentos de sístole e diástole por pessoas,animais e até mesmo atividades.É do tamanho do punho fechado de seu dono,mas nele cabe o que quiser - em qualquer quantidade.
Ele pode estar apertado,ele guarda os amigos,pode estar calejado,pode ser sofrido.De pedra ou manteiga constituído.
Ele sabe de tudo,sempre sabe.Ele bate mais rápido ou fraco à sua própria vontade,palpita à imagem de uma doce lembrança. Quando desiste de bater leva consigo a temperança.

domingo, 7 de junho de 2009

Cecília.


Era uma vez uma menina de traços muito comuns chamada Cecília. A vida dela era inacreditavelmente monótona e atarefada. Seu casal de irmãos mais novos eram sempre priveligiados por seus pais superprotetores e controladores. Ela não aguentava a infantilidade deles, ela não aguentava ter seus momentos privados interrompidos por gritos e ruídos causados propositalmente por eles.
Cecília era perfeita em tudo que fazia.Seu quarto era arrumado, guarda-roupas, gavetas tudo na mais perfeita ordem. Suas notas? Não eram impecáveis, mas a qualificavam como uma excelente aluna. Sempre adotava linhas de raciocínio incríveis e inovadoras, tinha ideologias belas... E não colocava nada em prática. Cecília muitas vezes tinha uma espécie de bloqueio para se expressar, ela era cerceada por seus pais em tudo que fazia. Eles a obrigavam a escovar os dentes com água mineral e se ela não fizesse isso era um motivo mais que válido para uma grande briga e um castigo ainda maior.
Ela não fazia suas escolhas sozinhas,não porque não quisesse mas porque seus pais não deixavam. Ela estava cansada daquela família pseudoperfeita, que só mostrava essa "perfeição" a quem estava de fora. Cecília se sentia vazia e sozinha, muito sozinha.Cada vez mais se isolava, nem mesmo na companhia de seus amigos interagia. Tinha crises de pânico, cada vez mais frequentes e as lágrimas sempre prontas para brotar assim que soasse o mais estúpido sinal.
Resolveu que queria aprender a tocar violino, começou razoavelmente bem, como qualquer outra pessoa desprovida de ouvido musical começaria. Mas as aulas eram quase caras e seus pais resolveram que ela não as faria mais.Ela então, abandonou o violino e junto suas efêmeras alegrias.Foi aí que se apaixonou.Ele era lindo, perfeito, parecia saído de algum devaneio. E incrivelmente parecia gostar dela. Acontece, que existe vários tipos diferentes desse estranho ao qual chamamos de amor.Os amores que eles sentiam eram incompatíveis. Mais uma vez, Cecília foi rejeitada.
Seus pais enxergavam como frescura a sua tristeza. E ficavam muito irritados com as respostas que ela dava.Quando era questionada sobre a motivação da sua tristeza, respondia: - Édipo não sabia de nada e mesmo assim furou seus olhos.
Seu desespero aumentava, até que finalmente decidiu se livrar da culpa que não era sua.Cecília se matou e hoje, seu sofrimento continua no umbral.

domingo, 31 de maio de 2009

Purple.

Em cada um que passa eu vejo o mesmo rosto, a mesma expressão, a mesma altura. Cada par de olhos tem o mesmo brilho, cada sombracelha parece estar erguida sobre aquele supercílio.
Conciliações não funcionam assim, eu devia ter te ensinado melhor. Entretanto,quem sou eu para trabalhar em casos impossíveis? Cada barca que atravessa o mar leva junto desejo e vontade. Era coisa de momento.
Não sinto nada, você sente? Não, não responda. Eu juro que não quero ouvir. Serei insensível a sua dor ou a dor de qualquer outro. Não há sensibilidade em mim. Dos amores platônicos não restou um, os reais já não me tocam. Não há emoção que faça meu coração palpitar mais rápido, minha boca secar e o fluxo de sangue se concentrar em minhas bochechas.
Não há tempo, espaço ou paciência para devaneios infantis.
Insensibilidade? Amadurecimento.






P.S: Não tente entender o título, ele só vai fazer sentido para mim.

sábado, 16 de maio de 2009

Que sou eu?


"Quem há, como eu sou?" - Gonçalves Dias.

Que sou eu além de uma adolescente melodramática? Que sou eu além de alguém que sabe pouca matemática?
Eu me olho no espelho e encaro meus horrores. Que sou eu além de alguém que não teve intensos amores? Eu me sinto isolada, um pedaço de nada.
Eu sou alguém que acha os próprios cachorros mais humanos que gente, eu sou alguém de voz pouco eloquente.
Até pouco tempo atrás me achava uma boa amiga, hoje sou só mais uma relapsa que se sente perdida. Eu quero me sentir de fato boa, quero colocar em prática a minha fé, quero ter certeza de que meus objetivos podem ficar de pé.
Eu tenho muito, muito medo de meu tempo acabar e eu não ter feito nada. Ainda mais medo tenho de me transformar em uma porta. Eu quero viver as minhas ideologias, àquelas que alguns dizem que daqui a 20 anos estarão perdidas.
Não é justo! Não é justo que elas terminem assim, demorou muito, muito tempo para elas adotarem a mim. Mas, não sou nada,nada. Sou só mais uma impaciente,uma menina descontente.
Algumas vezes eu me alegro por ter nascido sob o mais forte signo do zodíaco.Me orgulho por ser uma escorpiana com ascendente em gemino e a lua em virgo.
Mas e daí? Continuo sendo nada, nada. Uma colcha de ideologias retalhadas.

"Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?"- Fernando Pessoa.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Aleatório.

-Eu já terminei,posso ir?
-Não, só 10h30min. Você já foi assaltada?
-Bom, se assalto é quando te tiram algo fui assaltada quando nasci, me tiraram o direito de escolha.
-Nossa, um xeque-mate. Filosófica demais.
-Isso é uma aula de filosofia,certo? Ou só aparenta ser?
-Conhecimento ou aparência de conhecimento?
-Aparência.
-Não, é conhecimento! A TV nunca me falou em aparência!
-A Tv diz que há muita violência e, acredite, se você for checar as pessoas que você conhece que foram assaltadas são minoria.
-Mentira, eu sei que é!
-Você não sabe, acha que sabe.
-Ahn?
-Viu, aparência de conhecimento.
-Mas a Tv...
-Esquece a Tv, ela não diz o que você é.
-Ela sabe! Eu sou da classe média,um neo-pobre.
-Você só é classe média porque essa é maioria e a Tv fala no plural.
-Mas...
-Que sabes do que serás?Tu, que não sabes o que és.
-Quer biscoito?





Bárbara Reis- 30 de abril de 2009. Às 9:36 am.( de acordo com meu relógio)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sobre a infância, vovô e vovós.


Eu queria tanto que me enxergassem mais como eu sou e menos como eu gostaria de ser. As pessoas de meu convívio diário(pelo menos fora de casa) construíram uma imagem minha que não passa disso, uma imagem. Algo que eu gostaria de ser e não sou.
A imagem de alguém frio, calculista, forte e incapaz de se emocionar por qualquer coisa.
Essa não sou eu, essa é quem eu quero que seja reconhecida. Emotiva demais, mais instável do que seria saudável, menos feliz do que realmente parece, menos segura do que transparece, alguém que gosta do verão e tem preferido o inverno.
E tudo isso me traz uma lembrança nostálgica da minha infância, da criança tímida e séria que eu fui, da menina alegre e contida que não sabia muito bem expressar o seu afeto pelos outros. Essas memórias ainda me trazem outras, elas trazem de volta as tardes na casa dos meus avós paternos, as risadas na cozinha, a correria no quintal, as brincadeiras naquela piscinina de plástico...
Eu, meus irmãos e minha prima escorregando pelo corredor quando a piscina era desmontada e toda aquela água corria, finalmente livre. Depois o lanche e vovô com toda aquela paciência para contar suas histórias dos antigos bailes da sua adolescência...
Vovó contava algumas histórias engraçadas do hospital nos fazia rir tanto,tanto. Hoje é como se uma parte de mim tivesse partido... Vovô na varanda, com aqueles óculos que ele tanto reluta em usar lendo seu jornal, logo depois de ter cuidado dos cachorros. Eu estava chegando da escola e ele ia me levar para o curso de inglês, o cheiro do almoço perfumava a casa... Como eu era feliz e não sabia, como eu era feliz e não dava valor a isso.
E isso me lembra... A minha doce avó materna, a comida mais bem feita que eu já comi, alguém com um coração gigante, uma mulher que como minha outra avó desafiou as regras de sua época. Eu me lembro de vovó nos deixando na escola e correndo para ir dar aula. Eu me lembro da dedicação que ela tinha com os seus alunos.
Acontece, que hoje, já não é assim. Não sou mais a criança. Hoje eu sou a neta mais velha. Hoje eu ajudo as minhas avós saírem do carro e chamo a atenção do meu avô por carregar peso demais. Sim, é um exagero. Minhas avós são muito ativas se comparadas a outras pessoas da idade delas. Tomam poucos remédios e a hipertensão de uma delas é super controlada. Mas eu tenho tanto, tanto medo de perdê-las, eu tenho tanto, tanto medo de chegar a hora e eu não as ter conhecido. De não ter aprendido os macetes médicos que vovó Marthinha tem que ensinar ou o nome de metade das ervas que vovó Meninha conhece.
E sobre vovô, a pessoa mais equilibrada que eu já conheci, eu não sei exprimir o que eu sinto. Acho que é a pessoa a quem eu mais amo. Sempre tão engraçado, tão paciente... tão saudável. Sempre achei que vovô não tomasse remédios... Foi um choque descobrir que ele toma remédios para o coração... logo ele, com um dos corações mais belos que eu já conheci.
Foi um choque descobrir que o super herói da minha infância é de carne e osso. Chega, meus olhos estão molhados demais, não tô enxergando direito as teclas.





Obs.: Meu avô materno não é citado por nunca ter se comportado como tal. Ele, no entanto, ainda existe.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A formiga.

Era uma vez uma formiga.
O mundo dela era constituído por um quadrado de grama, tudo o que a pequenina formiga conhecia estava ali, em seu grande quadrado de grama.
Todos os dias nossa pequena aventureira caminhava de uma extremidade a outra de seu quadro carregando uma folha. Para ela, a caminhada era retilínea, uniforme, correta. No entanto, um observador a veria torta,estranha, formando uma parábola. Ele não entendia como um ser tão pequeno poderia cometer desvios tão grandes em uma trajetória tão curta. E a intensidade desses pensamentos foi dominando o observador, ele percebeu que era grande,forte - uma ameaça potencial à vida da formiga. Ela,então,alcançou o lado oposto; deixou a folha e se preparava para voltar quando o observador resolveu pisar no quadrado de grama.
Ele decidiu que era hora de acabar com o caminho torto da formiga.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

Amiga da Sofia.

Sophia não era comum. Fosse por sua pele clara e cabelos escuros, fosse por seus límpidos olhos azuis. Ser amigo de Sophia era um desafio, ela era livre demais para se prender a um sentimento e sábia o suficiente para se apegar a nada.

Acontece, que aqueles que tentavam se aproximar aos poucos foram parando, se afastando. Finalmente,um dia, Sophia descobriu-se só. Apenas a sua voz era ouvida apenas a si mesma aceitava. A vida mostrava-se cada vez mais vazia em sua paz, em sua ausência de conflitos. Sentir-se sufocada tornou-se rotina. E no meio de tudo isso, Sophia começou a perder sua sabedoria.

Em um dia nublado, quando as nuvens pesadas passavam uma sensação especialmente clautrofóbica, Sophia sentiu, de fato, o que era se sufocar. Mesmo o lençol macio machucou seu pescoço, logo após ela perceber que não se faz filosofia sozinho.

sábado, 14 de março de 2009

Esgotada.

A UERJ marcou a data do primeiro exame, dia 21 de junho. Eu ainda não me sinto para a prova da UERJ e faltam pouco mais de 3 meses.
Eu tenho estado cansada, com olheiras e tenho que estudar mais. Tenho sido negligente com a minha alimentação,já engordei, e tenho estado emocionalmente mais descontrolada e ainda assim o que motiva isso não está valendo à pena.
Eu me olho no espelho e vejo o bagaço da laranja. Aí eu me lembro que tenho uma lista de matemática a ser terminada. Só tem estudado, e mais nada. Estudado até ficar com dor de cabeça, tenho dormido menos que antes e apesar deu achar o horário tardio vivo escutando que deveria dormir mais tarde.



Sim, eu admito, estou com medo, muito medo, da UERJ. De não passar nela, e em nenhuma outra , de transformar esse ano em um ano vão onde apenas me auto-destruí.




Química - Legião Urbana
Estou trancado em casa e não posso sair
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química
Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química Química Química
Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical
Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular
Você tem que passar no vestibular (2x)

domingo, 8 de março de 2009

Empolgação.

Se tem algo que realmente me impressiona é como algumas pessoas e se empolgam fácil, melhor, como algumas pessoas se surpreendem por terem levado um tombo por se empolgarem fácil.
Sentimentos efêmeros fogem à minha compreensão. Pessoas que se conhecem ontem e se dizem apaixonadas hoje; gente que se conhece há horas e se dizem amigas... Eu realmente não entendo isso.

O que aconteceu com os sentimentos profundos? O que aconteceu com a cautela, com o instinto de sobrevivência? E no meio de tudo isso, há uma tendência individualista. Mas isso não me surpreende; as pessoas se emplogam, se ferem e se fecham, passando a viver em um universo próprio.

O imediatismo que nos torna doentes empolgados é o mesmo que mata o amor. Não se ama mais como deveria. Hoje, confundem a física com amor. Não há mais a velha empatia entre duas mentes, duas almas... A síncope que antes definia o amor está morta. Me parece cada vez mais irreal que alguém possa viver algo verdadeiro quando se sente feliz e empolgado com algo que dura cinco minutos...


Mas sabe, eu prefiro acreditar no Fernando Sabino.




"No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."- Fernando Sabino.





(post desconexo e mal escrito...)

Os outros.

É muito complicado ser amigo. Pelo menos amigo de verdade, aquele que não se faz presente apenas nas horas felizes. Mas, e quando chegam os momentos difíceis? Falar "conte comigo sempre " é muito fácil e se arrepender depois de ter dito isso é mais fácil ainda.

De fato, para alguém se sentir compreendido, tem que, no mínimo conversar com alguém que entenda como ele se sente. Eu devo que admitir que muitas vezes sou uma amiga semi-competente e isso me fustra. È muito ruim ter um amigo sofrendo e não conseguir pelo menos entender e não adianta dizer " mas que droga, eu não reagiria assim então não posso entender o que você sente" porque a resposta vai ser " jura que você tem sentimentos?".


Ultimamente a minha declaração de amizade tem sido a presença silenciosa e ou a certeza de que estou lendo as mensagens do msn por mais que não responda nada que diga grande coisa.

E de novo a mesma coisa, da sua história eusou apenas uma mera espectadora que espera o final feliz do filme.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Espelho


Às vezes eu me pergunto o que motiva as pessoas a tirarem fotos na frente do espelho. Sim, eu me incluo nesse plural e não sei a resposta. A sensação que eu tenho é que, ao bater a imagem refletida no espelho, tenta-se aprisionar a personificação do que se é. Haverá sempre uma sensação de familiaridade na feição do ser refletido, não importa quantas mudanças se operem .

No meu caso,os meus olhos continuam os mesmos. Não importando quantos anos eu tenha na imagem. Ok, as minhas feições mudam, mas há um algo indefinido nos meus olhos desde a idade mais tenra até hoje. Nenhuma mudança nesse sentido durante quase 17 anos.

Sim, eu realmente acho que os olhos são a janela da alma - ou o espelho.





"I'm going trough changes" - Changes - Black Sabbath

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Apenas um soneto (6)


Eu quero estar escondida,
Como uma semente embaixo da terra.
Pelo menos uma vez na vida,
Não quero me encontrar perdida.

"Nada sei!" - minha consciência grita,
Estou com medo - minha voz berra.
O tempo é escasso antes que
Eu vá parar embaixo da terra.

Erros são comuns, trazem evolução.
Quase sei que para mim não há solução.
Sem armas ou pedras,com dedos na mão.

Eu quero um esconderijo quente e seguro
Um lugar onde eu não precise estar no fundo,
Um lugar onde eu possa lutar apenas com punhos

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O cordão da bola preta.


No último sábado fiz algo inédito, algo que nunca achei que fosse fazer: fui a um dos blocos de carnaval mais tradicionais do Rio de Janeiro. Eu simplesmente não sabia como agir. Não sabia se pulava e cantava com a mesma alegria que os outros, ou se sorria sem esperar por motivo , ou ainda se ficava com algum tipo de nojo por estar em uma "muvuca" cheia de gente suada.
Até que foi divertido pela companhia que tive no meio daquele tumulto. Entretanto, com frequência nas horas em que estive lá me senti uma intrusa, uma desconhecida no meio de uma velocidade que não era minha. Não estou acostumada a rir à toa, pular , cantar ou exercer qualquer tipo de ação sem refletir algumas vezes antes.
Não, eu não estava fugindo do bloco, mas a formação dele se parece com uma onda que pretende impor algum tipo de felicidade e satisfação.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Só.

Há tanto tempo não me sentia tão só. De dia, rodeada pelos que amo; À noite, lutando para não ser engolida pelos livros e devorada pelas paredes do quarto.
A lista telefônica cheia de números nunca me pareceu tão vazia. Os telefones que tocam não são atentidos, não há mais aquele reconforto na voz familiar. Não há mais risada espontânea para me relaxar. Tensa e torta , uma semimorta. E eu ainda procuro o sentido oculto que as coisas não têm.
O mais estranho em tudo isso é que a cada dia que passa é como se uma nova Bárbara brotasse aos poucos.Aquela que estava tentando quase com sucesso ser doce está com a língua mais e mais ferina.Não, não é recalque. È apenas a doce sobriedade de alguém que finalmente acha que está entendendo a realidade.
È, ao que parece o meu humor é só aquele que vem no frasco.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Já não sei mais escrever. Os meus dedos perderam a destreza e a minha mente já não é tão afiada, aquela sensibilidade aguda se perdeu e com ela o meu mundo tornou-se um breu. Hoje, já não há nada que eu possa dizer que faço bem... A não ser que manter o desânimo possa entrar na lista.

No fundo , não sei porque ainda tenho isso aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Raiva

Raiva. Pela primeira vez no ano eu estou sentindo raiva e estou realmente abismada com a minha falta de controle, ultimamente tenho tido lágrimas nos olhos quando estou brigando com alguém... Se bem que esse alguém é uma pessoa específica, alguém que eu deveria amar acontece que eu não amo. Só sinto repulsa, nojo... quase um instinto homicida. Eu não gosto do cheiro do hálito, do modo de falar ou agir.

Se tratando dessa criatura eu gosto da distância. Mas no fim das, eu sou a fria, a insensível, uma verdadeira psicopata. Eu aposto que vão conseguir me encaixar em alguma patologia. Eu devo ser doente , viver a minha vida sendo normal é uma impossibilidade.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Espectadores.

Eu já perdi a conta de quantos textos,posts e afins eu já li de pessoas dizendo que o que mais desejam é serem entendidas, eu mesma já escrevi e postei textos assim. Se tratando da vida de outras pessoas, somos no máximo dedicados espectadores. Quero dizer, quando um conselho nos é solicitado ou uma opinião, podemos tentar entender a situação do mesmo modo que tentamos captar o sentimento mais profundo que um ator passa em um filme... Veja, tentamos entender o ator pelo fascinío que o personagem passa, porque o ator em si a princípio não sente aquela emoção da mesma forma.
Quando se trata de entender alguém, pisamos em ovos quando tentamos ou verdadeiramente nos esforçamos, agora, ouse não acertar... Logo vai haver alguém resmungando que não é entendido... S
eja por falta de vontade de se expressar ou por medo de ser finalmente compreendido. È, eu prefiro ser uma mera espectadora...mesmo que seja sem uma tela gigantesca em uma sala escura com pipoca e uma eventual companhia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Expectativa

Eu nunca me senti tão nervosa. O resto da minha vida vai depender da minha escolha agora. Se eu acertar vou poder me considerar uma sortua(e uma exceção, é claro). Mas se eu errar, pode acreditar que se o meu erro demorar para ser reparado os resultados podem ser catastróficos e afetar a pessoas que sequer tem algo haver com isso.
Não, não acho que o vestibular seja um monstro de sete cabeças e sim, acho que mostro estar mais ansiosa do que de fato estou. Mas a minha escolha é bem reduzida, quer dizer, é ser aprovada, conquistar mais respeito dos meus pais e quem sabe ir para uma cidade bem distante e começar a tocar de fato a vida de Bárbara.
Estou sedenta pela minha independência, se não fosse o fato da liberdade ser uma utopia, sim, independente dos pais e dependente do emprego. Aham, grande merda.

Bloqueio

Nunca havia estado tão bloqueada para escrever.. aí começei a procurar as razões e resolvi mudar tudo.. da rotina ao layout aqui do blog. Descobri que preciso de algo clean aqui... preciso de algo que efetivamente clareie minha mente. Este é um layout de transição... Pode ser a transição que Fidel disse que faria em Cuba... ou pode ser um transição efetiva.
Fica a seu critério.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sorte


Esses dias eu estava conversando com alguém sobre sorte... Esse alguém me perguntou sobre o meu ritual de passagem do ano-novo, eu disse que geralmente usava branco e essa pessoa me perguntou se dava sorte. A minha resposta? Se ele me considerava uma pessoa de sorte.
Mas aí, logo depois que a conversa foi terminada, o msn fechado, eu começei a pensar sobre o meu conceito de sorte. Quer dizer, para quem estava conversando comigo, eu sou alguém que vai atrás do que quer e luta para conseguir.Isso nem de longe é ter sorte. Mas afinal, oque diabos é sorte? Uma conspiração astral favorável com Netuno na segunda casa natal e marte em quadratura com sei lá oque?!Sabe, no fundo em um mundo quase perverso, eu acho que quando se tem o mínimo de instrução e pensamento crítico, se você for capaz de filtrar idéias e informações, pode se considerar uma pessoa de sorte.

Mas talvez, isso devesse ser simplificado, em um mundo onde muitos não conseguem sequer sobreviver, se você consegue ser saudável fisicamente, então você definitivamente tem sorte, ou é claro, um karma bem pequeno. Talvez a sorte seja aquilo que nós plantamos... ontem ou hoje.

Resoluções de ano-novo

Quando um ano começa ( essa passagem é puramente psicológica) se fazem planos...
Eis que surge o meu problema - eu vejo minhas metas como tão pequenas, como se elas fizessem parte de uma obrigação , e não de algo que eu vou fazer por puro prazer.
A pior parte é que todos os anos eu me prometo montes de coisas e três meses depois já me esqueci... isso me impressiona(ok, também mostra que o que me prometo não chega a ser algo grande).

Mas mesmo assim eu insisto em ter várias resoluções, e putz, como me estressa postar isso , provando que tenho perdido a vocação pra isso aqui.

Resoluções de ano-novo da Bárbara

1)Passar no vestibular
2)Ser mais organizada
3)Exercitar a gentileza
4)Ouvir as pessoas até o final de suas falas
5) Ser paciente
6)Confiar mais em mim
7)Praticar o altruísmo.
8) Escrever melhor.
9) Terminar a história com a Lara
10) Sim, Black, porque não tentar salvar as criancinhas da Àfrica?!
11)Ir á Bariloche com a minha família do coração



I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am