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sábado, 4 de abril de 2009

Amiga da Sofia.

Sophia não era comum. Fosse por sua pele clara e cabelos escuros, fosse por seus límpidos olhos azuis. Ser amigo de Sophia era um desafio, ela era livre demais para se prender a um sentimento e sábia o suficiente para se apegar a nada.

Acontece, que aqueles que tentavam se aproximar aos poucos foram parando, se afastando. Finalmente,um dia, Sophia descobriu-se só. Apenas a sua voz era ouvida apenas a si mesma aceitava. A vida mostrava-se cada vez mais vazia em sua paz, em sua ausência de conflitos. Sentir-se sufocada tornou-se rotina. E no meio de tudo isso, Sophia começou a perder sua sabedoria.

Em um dia nublado, quando as nuvens pesadas passavam uma sensação especialmente clautrofóbica, Sophia sentiu, de fato, o que era se sufocar. Mesmo o lençol macio machucou seu pescoço, logo após ela perceber que não se faz filosofia sozinho.

Um comentário:

Kah disse...

Ótimo texto *-*. Tem algo a ver com aquele livro "O Mundo de Sofia"? (que to querendo mto ler)