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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A libélula.

Tudo é silêncio. A libélula entra pela janela.Leve e faceira,quase graciosa. Parece sustentada por fios invisíveis aos meus olhos míopes e limitados.Ela ricocheteia nas paredes,acerta o ventilador.Achando que ela está morta,rio da sua dor.
Ela,no entanto,é valente,cai e começa a arrastar-se pelo chão.Pobre lavadeira!Presa em um inferno tantálico,os seus minutos contados.Pela última vez ela sobe no ar,novamente as paredes vai ricochetear,e então,encontra o lustre,iluminado e quente demais.
Eu escuto asas debatendo-se ,volta o silêncio.Agora,as partículas de luz que iluminam meus escritos contém fragmentos da valentia "libelulesca".
Decidi-me. Você não será meu lustre.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um Nascimento

Os olhos fixos a expressão fechada - cara de mau.
Fones no ouvido,punhos cerrados - dentes a mostra
Oh,não! Ele me deixa descomposta.

Andar firme,selvagem,animal.
Postura de lebre,físico de sapo,
Não,ele não está em farrapos.

Ainda questiono aquela pose,
O olhar vago.
Ah,não é nada,só mais um apaixonado.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Parte de Alguém

Eu preciso de você,
Sentir sua bochecha sob meus dedos
Preciso me lembrar
Da minha reação
Aos seus Beijos.
Minha mão precisa sentir
Novamente a ternura dos seus lábios
Para que se recupere e volte
A escrever versos cálidos.
Meu coração precisa ouvir
Que você é de ninguém,
Ou ao menos ser reconhecido
Como parte de alguém.