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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A libélula.

Tudo é silêncio. A libélula entra pela janela.Leve e faceira,quase graciosa. Parece sustentada por fios invisíveis aos meus olhos míopes e limitados.Ela ricocheteia nas paredes,acerta o ventilador.Achando que ela está morta,rio da sua dor.
Ela,no entanto,é valente,cai e começa a arrastar-se pelo chão.Pobre lavadeira!Presa em um inferno tantálico,os seus minutos contados.Pela última vez ela sobe no ar,novamente as paredes vai ricochetear,e então,encontra o lustre,iluminado e quente demais.
Eu escuto asas debatendo-se ,volta o silêncio.Agora,as partículas de luz que iluminam meus escritos contém fragmentos da valentia "libelulesca".
Decidi-me. Você não será meu lustre.

2 comentários:

Fábio Racoski disse...

A libélula, a catástrofe, o sangue. Ah, mórbido prazer do ser humano: deliciar-se observando a dor alheia...

Isa disse...

adoro libélulas!