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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Insone.

A lembrança dela te acorda. E o gosto daqueles dentes miúdos ainda está na sua boca. Com que frequência há um diálogo entre nós ultimamente? Tudo está fora do lugar,
Você se importa muito pouco.Seu mundo agora tem mais cabelo que altura,você perdeu o rythm e o blues. Um perfeito estranho. Me surpreende que você ainda saiba o meu nome.
E eu estou nessa confusão,contida,calada.Com raiva das pequenas e insignificantes semelhanças entre os nossos dias.Meus pertences espalham-se pelo chão do quarto e eu não me importo nem um pouco em guardá-los.
Picadas de mosquito,o óleo quente espirrando e o fato de eu ter imaginado que a sua janela piscou:nada disso me incomada mais.
Agora,resta saber o que farei com esse amor que corre nas minhas veias e fode com o meu cérebro.

3 comentários:

Mel. disse...

"Agora,resta saber o que farei com esse amor que corre nas minhas veias e fode com o meu cérebro."

bem ácido!

Bárbara disse...

Ai que sensação dolorosa... Creio já tê-la sentido. Mas passa. Nem dá pra fazer nada com esse amor aí que descreves tão bem.

Me identifico com teus textos, xará! rsrs

Fábio Racoski disse...

Toda paixão é uma espécie de "mindfuck".

Amor ferino!