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sábado, 20 de fevereiro de 2010

A música alta causa confusão a verdade,entretanto,é que não existem bons argumentos que justifiquem a inexpressão. O som das guitarras,o tom dos gritos faz surgir uma vontade de gritar a letra o mais alto que eu puder,de pular ensadecida.
O estado dos meus tímpanos pouco importa. O que eu quero é ouvir esse rock por vezes sujo e mal acabado.Talvez eu sinta falta dos tempos de pré adolescente,da paixão súbita por pessoas,bandas e livros.É,eu quero de volta minhas paredes repletas de fotos de pessoas que nunca vou conhecer. Eu quero que os risos espontâneos motivados por qualquer coisa voltem.
Eu nunca vou entender essa seriedade fria que move o mundo,essa compostura que olha torto as manifestações do que realmente importa. Essa força que faz com que erros tornem-se inumanos ou que,pior,que o perdão não seja política da empresa. Como se a vida algo tão desimportante quanto uma empresa.
Acho que o que tenta ser dito nesse pequeno fragmento confuso de pensamento,nesse texto,é que tudo está tão mecânico,tão enevoado e sombrio.Mas talvez,seja apenas uma percepção de momento de alguém que se afundou na monotonia por tempo demais.

5 comentários:

wcastanheira disse...

Música alta fica sem musicalidade, mandei bem?, gosto de sons leves, macios tipo música ambiente em sala de psicólogos, manja? Gostei do seu post muito legal, pra vc bjos, bjos e bjossss

Bárbara disse...

Cara, senti isso... Vc se priva de sensações que por algum motivo de retoque na sua personalidade passou a achar inútil, imaturo e tal. Deixe-se achar graça das bobagens que te faziam rir, retome alguns costumes que te divertiam... O que vc não pode fazer é morrer afogada nesse mar incolor.

Táxi Pluvioso disse...

Bom... um das técnicas de vendas é precisamente colocar as pessoas em ambientes com música alta: descontrola-lhes o discernimento e a vontade e elas comprar. No caso do rock in door tem de ser mesmo alto para chatear os vizinhos :-))

mari. disse...

Engraçado, me identifiquei bastante. Talvez isso tudo seja parte da dolorosa transição criança-adulto, coisas boas que, inevitávelmente, deixamos para trás.

Isa disse...

aah minha pré-adolescência...