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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Surrealismo Crônico.

Tudo começou colorido.Com muitas risadas e poucos caprichos. Mas,aos poucos as cores tomaram tons diferentes e reorganizaram-se na tela.
Eu mudei.Você mudou.Mudamos. Juntos ou não,tornamo-nos outras pessoas com o mesmo nome,a mesma aparência.E isso fez,para mim,toda a diferença. Amo-te, a ama. Não existe conciliação e você se preocupa com a minha dor.
Essa confiança tranquila tem mais efeito sobre mim do que teriam palavras violentas ou desdém. Esse suporte,toda essa compreensão transmuta-se em uma aversão voltada do meu meu ID para a minha carne.
Eu não quero um amigo leal,eu não quero um ombro acolhedor.Eu quero o amante canalha e sem escrúpulos,mas você,em sua imensa doçura não compreende. Suas lentes de contato estão trocadas,e então,você enxerga tudo na cor diferente da realidade.
Não se preocupe.Não se zangue.Não se abale.
Tudo dá certo quando chega ao fim. E,finalmente,parece que eu vou acertar.


Carolina.

Luís sujou o dedo com a única gota de sangue presente na folha.

2 comentários:

Fábio Racoski disse...

"Luís sujou o dedo com a única gota de sangue presente na folha." Já era um texto intenso, direto. Com esse desfecho, ficou magistral!

Bárbara disse...

Muito forte! Adoro esse tipo de texto, me fotalece!