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terça-feira, 20 de abril de 2010

O Plástico Bolha.

Ela estava sentada na varanda. A cabeça baixa,os cabelos brilhantes cobrindo-lhe os olhos curiosos.
Estourar compulsivamente o plástico bolha lhe rendia um prazer imenso. Romper cada círculo de plástico,para ela,tinha um significado incrível. Ela se perguntava como seria se pudesse romper cada bolha habitada por seres humanos,o quão diferente as coisas poderiam ser.
O plástico,depois de rompidas as bolhas,ficava uniforme - ou quase.Você prestaria mais atenção ao próprio plástico,não as centenas de bolhas macias que clamam por um aperto. Na realidade,seria a melhor forma de distorcer o conceito "world as one". Porque as marcas permaneceriam. Não seria tão uniforme assim,as chagas continuariam lá,redondas,sem as bolhas que antes as protegiam.
Alice colocou uma mecha dos cabelos atrás da orelha e ergueu a cabeça. Talvez,se ao invés de deixar o plástico "uniforme" estourando as bolhas,essas,tão fortemente mencionadas,fossem mais maleáveis,tudo se resolvesse.Isso! Essa era a solução. Não rompê-las,mas uni-las e formar uma única grande e forte bolha,de modo que as chagas permanecessem protegidas.
Mas,e os habitantes das bolhas? Alice se perguntou,e estava pronta para continuar as divagações,mas uma vozinha no fundo da sua mente disse que nada,nunca seria como um país das maravilhas e que,se ela quisesse melhorar das bolhas ao mundo,deveria passar a se chamar Poliana.

2 comentários:

Vanessa disse...

Oi, Bárbara. É a primeira vez que visito o seu blog. Retornarei, com certeza. Beijo carinhoso.

Fábio Racoski disse...

Acho que, nesses dias, minha bolha estourou. Ou adquiri uma nova.