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sábado, 24 de julho de 2010

Luísa.

 Sossegue o coração dele,Luísa.
 Ele diz que se ajoelharia a seus pés
 Se necessário fosse,se assim você quisesse.

 Sossegue o coração dele,Luísa.
 Ele implora tão bonito com
 Esse sotaque que eu não sei
 Se é hispânico ou italiano.

 Ele diz que fala de amor,que fala de vocês dois,
 Ele diz que só vê você ao lado dele.
 O perdoe,Luísa,escute o que ele diz.

 Se você,no entanto,resolver não escutar
 Ao que ele implora com ardor
 Devolva o que lhe roubou.
 Ele quer a luz de volta,Luísa.



Essa poesia deveria ser uma bela crônica. Mas as palavras se perderam no caminho e,quando fui escrever,elas tornaram-se versos. A ideia me surgiu quando,no ônibus,escutei um senhor(Ah,os cabelos brancos.) ,ao celular, implorarando a volta de sua mulher,num sotaque que eu ainda não entendi se era hispânico ou italiano.Eu sei que ele,no fim de cada frase ele dizia "Luísa".

6 comentários:

Insanium Delirium disse...

Muito bom!!! Ás vezes é assim mesmo, algumas coisas nos expressamos melhor em poesia. A arte ás vezes fala muita mais o que sentimos...
Por isso criei um blog sobre arte, mas ainda é um blog "bebezinho" rsrs, criei hoje, tem poucas coisas, se quiser acessá-lo: http://artegrotesca.blogspot.com

Yasmin Silveira disse...

Belo texto, de uma sensibilidade enorme escrever sobre este ocorrido. Um belo poema!

http://orasbolotas.blogspot.com/

Usui de Itamaracá disse...

É a função fática da linguagem, acho que ele devia estar morrendo de medo de que Luísa não estivesse lhe ouvindo direito...

rsrs achei o esquema de rimas muito bom, principalmente porque não tá explícito, a sonoridade das palavras se completam por si só

=)

Fábio Pedro Racoski disse...

Ótimo! A crônica se fez verso, em sua excelência. Muito bom, mesmo.

Vanessa disse...

Que lindo. E ainda mais significativo depois que li a sua "explicação".
Beijo carinhoso.

Isa disse...

Acho que se Luísa lêsse seu poema, ela voltava :). Achei lindo