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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Porre de catu (inquietações)

Eu me peguei olhando escritos antigos. É,sou adepta do boa e velha folha de caderno,da lapiseira,da caneta que falha. É muito estranho ver tudo aquilo que já fez parte de mim. Não me identifico mais com muitos sentimentos e,em alguns casos,sinto uma tremenda vergonha.
O que houve em mim foi uma evolução absurda,não por ter me tornado alguém melhor,mas por ter me tornado alguém,.Por hoje,apesar de não saber me definir,saber enxergar onde estão os meus contornos e que limitações eles me trazem. Não acho que essas observações vão fazer  muita diferença para alguém que não seja eu,mas quanto mais distantes ficam as sensações dos meus treze anos,mais claras ficam outras coisas.
Não desprezo de maneira nenhuma o que senti,seja com essa ou com qualquer outra idade.Por ter sobrevivido a essa fase sem mudar por pressões externas pra me tornar mais comum, eu posso dizer que aprendi a lidar melhor com as minhas muitas inquietações e "suicide feelings". Me incomoda  falta de impulsividade que percebo toda vez que me analiso,mesmo.
Todas as minhas atitudes são calculadas,quase milimetricamente. Isso é perturbador não porque eu já admito ser assim,mas porque isso é exatamente o que a maioria espera de mim. E isso é algo tão incutido em mim que não gosto de pensar na possibilidade de desapontar quem nutre todas essas expectativas sobre mim,afinal,não são quaisquer pessoas.
Eu queria ser capaz de roer todos cordões umbilicais e ir tomar um porre de vodca em Amsterdam enquanto faria pole dance. Mas cometer qualquer trangressão social me parece mais perigoso que uma dose de dipirona (sim,sou alérgica a dipirona).
No entanto,eu ainda tenho que ouvir que isso não são inquietações e que eu só preciso de um pouco mais de ação na minha vida.

Alguém avisa que não estamos em um livro.

3 comentários:

Fábio Pedro Racoski disse...

O livro é seco. O leitor é rio. O escritor é mar.

M.A. disse...

Se estivéssemos você estaria com vodka em Amsterdam

Mariana Mauro disse...

Esse texto tá muito irado!! É bem estranho ver o que pensávamos e como crescemos...
Obs: Tem selinho lá no blog pra vc.
Bjs!