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domingo, 28 de novembro de 2010

Virginia.

  Ela retornou a cama sendo seguida por um cheiro misto de sabonete e shampoo. Os cabelos caíam pesados, molhando uma camisa emprestada que lhe caía como um vestido. Ela deitou na cama desarrumada esperando aproveitar  o que havia sobrado das sensações das últimas horas.
 Não foi amor. 
 O amor é complicado,é arredio e cínico como o duende que se diverte dando nós em fones de ouvido. Amar é para os fracos incapazes de,em algumas situações,colocarem os próprios sentimentos em segundo plano.
Foi poético,humano,selvagem. A simplicidade revelou a beleza,os cheiros,o sujo. 
 Olhando para onde há pouco estava o contorno do amante adormecido,Virginia chegou a conclusão de que o melhor lirismo é aquele que termina em gozo.
Pelo menos na prática.

2 comentários:

M.A. disse...

Haha, fantástico, fantástico!

"O melhor lirismo é aquele que termina em gozo"

Concordo em gênero, número e grau!

Fábio Pedro Racoski disse...

Adorei!