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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A bola amarela

O menino magrelo e sem camisa
Praguejava ao vento, enquanto
Sua bola amarela
Rolava distante no valão.

Quando isso aconteceu,ele saiu da minha visão
E entraram os tapumes,supostamente erguidos
Para proteger as pessoas da favela
Da linha expressa,
Amarela. Como a vida do menino.

domingo, 15 de maio de 2011

Revolta

Que o mundo exploda em sangue
Eu quero que o horror se banhe
No barranco onde ficam os encostados.

Eu já estou de saco cheio dessa porra
Eu quero que o mundo morra
Enquanto fico na gaiola dos enjeitados.

sábado, 7 de maio de 2011

Sobre Arqueologia

Por vezes eu imagino
Meus restos sendo encontrados no escuro,
Num buraco de terra sujismundo
Inerte ao tempo.

Por vezes eu me pergunto
Como seria se um Indiana Jones da vida
Encontrasse meus escritos,num dia onde o presente será ido
E o que vivi terá sido apenas um detalhe pequeno da existência.

Enquanto trabalho nesses versos parcos,
De rimas tortas e mal formuladas,
Fico me perguntando se do ópio que é o meu ócio
Sairá alguma flor,