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domingo, 14 de agosto de 2011

A menina que comia amoras

E ela correu pelo chão de concreto,pisando com força. Como criança,ela sentiu o coração acelerar e continuou naquele ritmo  até se sentir ofegante. Alguns muitos metros depois,ela chegou num pedaço de terra que havia sido resguardado do cinza. Lá,nascia torto um pé de amora. As folhas amareladas eram deformadas por mordidas de lagartas. E,ao longo do tronco,formigas andavam enfileiradas com tranquilidade.

Ela passou as mãos pelo tronco torto com doçura,murmurando em francês uma canção qualquer. E lá no alto,suas unhas carmins encontraram uma amora grande e preta de tão roxa. E,quando a fruta encontrou seus lábios,foi mais doce que amor,amora.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sobre as transformações e a vida por aí


A vida tem tomado caminhos que eu nunca pensei que pudesse tomar. Eu me vejo aberta,risonha e,ainda sim,séria e cada vez mais corporativa. Eu não tenho mais sentido tanto ímpeto em concretizar as páginas e páginas inteiras que todos os dias são formados na minha cabeça.

Acho que tenho passado por um momento meu e só meu. As alegrias e desamores estão compondo alegorias muito intensas que um dia pretendo fazer desfilarem por aí. O fato é que eu não sei o que eu sou ou o que eu quero. É uma ousadia muito grande tentar afirmar isso com certeza. A única certeza que eu quero ter é a de que não vou querer voltar atrás naquilo que acreditei com tanta força.


A vida não é um sonho,mas o que não sai como a gente pensa não precisa ser uma noite mal dormida. Ao mesmo tempo que tudo contrasta,nada precisa ser assim. Entre o preto e o branco há vários tons de cinza.É verdadeiramente incrível perceber que tudo se transforma,tudo é multifacetado. Apesar do tempo nublado,no meio do dia saem raiozinhos de sol. E isso não é otimismo,é a constatação dos fatos.