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domingo, 14 de agosto de 2011

A menina que comia amoras

E ela correu pelo chão de concreto,pisando com força. Como criança,ela sentiu o coração acelerar e continuou naquele ritmo  até se sentir ofegante. Alguns muitos metros depois,ela chegou num pedaço de terra que havia sido resguardado do cinza. Lá,nascia torto um pé de amora. As folhas amareladas eram deformadas por mordidas de lagartas. E,ao longo do tronco,formigas andavam enfileiradas com tranquilidade.

Ela passou as mãos pelo tronco torto com doçura,murmurando em francês uma canção qualquer. E lá no alto,suas unhas carmins encontraram uma amora grande e preta de tão roxa. E,quando a fruta encontrou seus lábios,foi mais doce que amor,amora.

Um comentário:

Fábio Pedro Racoski disse...

Imaginei: "Avec mes souvenirs, j'ai allumé le feu"...

Mais doce que amor. Amora. Lindo, Bárbara!