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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

What the fuck?

Eu não sei exatamente o que esperar da vida. Talvez, eu não devesse esperar coisa alguma. Mas ultimamente a minha insatisfação é tanta que dormir parece uma alternativa de fato atraente.

A sensação que eu tenho é de que estou fazendo tudo, menos aquilo que realmente devia. E é bizarro pensar assim quando você tem uma noção muito clara de que está em posição privilegiada. De repente, o 'extra' de 'extraordinário' começa a parecer uma estrada sem fim, daquelas longas e cheias de buraco. É cansativo, é estafante e dá vontade de desistir.

Ultimamente, uma das questões que mais têm martelado na minha cabeça noite e dia é o porque, porque nos submetemos a tantas frustrações todos os dias. Porque trabalhamos 40h por semana? Porque contas são tão importantes? Porque continuamos fazendo a manutenção desse sistema?

Claro que, num mundo tão grande, a minha satisfação ou não é absolutamente irrelevante. Mas eu me pergunto isso porque com certeza eu não sou o único ser humano insatisfeito do mundo. E aí, vem a questão: o que a gente faz com essa insatisfação? Corta os pulsos? Sustenta a inércia? Ignora?

Qual é a dificuldade em abrir mão daquilo que notoriamente faz tão mal? O que provoca esse comodismo?




terça-feira, 20 de agosto de 2013

É só confusão

É um pouco impossível colocar os pensamentos em ordem quando tudo parece girar. A instabilidade não me ensinou nada além do fato de que o que não muda é chato demais. Ao mesmo tempo, tudo é tão sintomático, tão visceral. E aí, eu fico me perguntando como pode a gente viver de modo tão superficial, tão conectado com aquilo que não faz sentido, que não causa uma diferença.

Onde está a faísca que gera o fogo? Cadê a força que acaba com a inércia?

E aí surge uma vontade insana. Mas ela é demais pra pouco direcionamento, torna-se muito barulho por nada. É uma sensibilidade que sente uma empatia surreal pelo mundo mas que ignora suas próprias necessidades. Cada pequeno progresso na busca de um norte leva para mais longe desse processo cataclísmico em que tudo é cinza. Ainda sim, não posso dizer que já vejo cores. A palavra é cansativa.

Esse esgotamento que vem de lugar nenhum é o encontro do corpo dolorido com a mente que já não aguenta mais pensar. Parece até algum tipo de desequilíbrio poético, mas é só confusão.